Tem arte no Mercadão

9 de setembro de 2014 / Perdidos e Encontrados
Tem arte no Mercadão-1

Mercado Municipal Paulistano, o Mercadão: Em meio a multidão e anúncios vocalizados convidando a experimentar todas as irresistíveis frutas, é possível encontrar quase camufladas as artes do Reginaldo (nas fotos que fiz – imagem acima). Há apenas dois meses ele cria estas artes que fazem mais do que enfeitar os recipientes de arroz e feijão.

Na correria e com simpatia, ele confessou que teve um aumento das vendas. Não é para menos, quem passava por ali sempre parava para admirar, comentar ou fazer uma foto.

A banca, sem dúvida, ganhou um valor particular que nos faz pensar sobre a importância do trabalho de um ponto de venda, aquele lugar onde muitos de nós acabamos seduzidos pelas mentes criativas da publicidade. Além de cumprir a principal função de aumentar a receita, o aspecto mais essencial está no fato de que as artes são feitas por ele, utilizando os produtos – um alto valor agregado. Peças publicitárias de prateleira como folheto, site, rede social, wobbler, faixa de gôndola e tags ajudam muito, mas seriam apenas soluções básicas se não há um diferencial.

Indo mais longe, precisamos repensar esse novo tempo, em que não sabemos mais esperar e que queremos tudo a um clique, Reginaldo resgata os valores do fazer e apreciar arte.

Obrigada Reginaldo. Arte perdida e encontrada.

 


Dançar para contar uma história

11 de abril de 2014 / Música e Dança
Skel Shizuko

Dançarinos na Plaza Muñoz Gamero, Punta Arenas – Chile

Uma amiga me convidou para o festival O Boticário na Dança. Este evento é mais uma oportunidade de contemplar as criações de artistas talentosos que ocorrerá de abril a maio desse ano em Curitiba, São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.

Esse convite também me fez reabrir o blog, falando um pouquinho sobre a dança.

Olhando nossa história, vemos essa necessidade que temos de nos expressar. Vontade essa que demos o nome de arte, quando começamos a pintar em cavernas e significar a vida, sendo que cada artista a faz de maneira particular.

A dança é uma de nossas expressões mais primitivas. Tribos de todos os cantos do mundo inventaram suas danças e músicas inspiradas na natureza e em seus mitos. Com praticamente a extinção das sociedades tribais, alguma dança desse tipo restou em festas regionais. A evolução humana fez aparecer o refinado ballet e a dança contemporânea como novas formas de representações da nossa existência.

 

De danças tribais ao ballet, há a dança contemporânea que permite a cada um interpretar a peça como quiser, de ver nos movimentos e na música sua própria história, seus sentimentos.

Para os amantes dessa arte, nomes como Pina Bausch, Kazuo Ono, Momix, Grupo Corpo e Deborah Colker não faltam no repertório.

Em minhas andanças, descobri o grupo japonês Noism (recomendo a peça Nina) e o 2Faced Dance Company, um grupo composto apenas por rapazes.

Abaixo, um vídeo inspirador dos músicos da The Gotam Project. Uma belíssima produção de dança ao som do tango eletrônico.

GOTAN PROJECT – La Gloria from Ya Basta records on Vimeo.

Links:

O Boticário Na Dança
www.oboticarionadanca.com.br

Momix
www.mosespendleton.com

Grupo Corpo
www.grupocorpo.com.br

Deborah Colker
www.ciadeborahcolker.com.br

Noism (dentro do site há versão em inglês)
http://www.noism.jp

2Faced Dance Company
www.2faceddance.co.uk